hoje me desconheço
Enquanto luto para me encontrar, ou me dissipar totalmente, aprecio as pequenas coisas da vida. Não preciso de muitas coisas além do essencial para viver, me encontro desejando apenas estar com as pessoas que amo, como se amanhã talvez o fim chegasse para mim. Não busco me despedir, sei que não estou indo embora e, por isso, não quero quebras na rotina. A rotina é o que me acalma. Se não é a rotina, é um cigarro umas duas vezes no ano, só para passar a crise de ansiedade, que é residual à depressão.
Recolho-me em minha insignificância e nela permaneço, busco ajudar as pessoas e isso é o que me move, quero que as pessoas tenham conhecimento de coisas que serão úteis em suas vidas, que elas possam aplicar e fazer o bem a elas e ao próximo. Tolero pouco pessoas egocêntricas que não colaboram para um viver coletivo, muito menos palpites vindo delas. Evito discutir, mas reconheço quando erro, e tento resolver. Contato pessoas quando não sei fazer algo e reconheço minhas fraquezas, apesar de ter dificuldade em primeiro identificá-las.
Falo que não tolero egocêntricos, mas cá estou eu falando sobre mim. Aliás, não tenho vergonha por ser hipócrita, todos somos e vivemos coletivamente este delírio.